Quantos dias durou o Dia da Marmota?

Todos conhecemos Groundhog Day (1993) – por cá “oportunamente” rebaptizado como O Feitiço do Tempo – talvez a única coisa parecida com uma comédia romântica que um gajo não deve ter vergonha de admitir que viu duas ou mais vezes. Se não conhecem, parem já de ler isto e tratem de arranjar uma cópia desde jóia de Harold Ramis e Bill Murray. Se já o fizeram, fica a pergunta: quantas vezes Phil Connors reviveu aquele Dia da Marmota? Vinte, trinta, mil? Só alguém com uma paciência sobrehumana, uma atenção apuradíssima para os detalhes e uma incrível quantidade de tempo livre se daria ao trabalho de calcular a resposta. Ou seja, tal só seria possível para um nerd. Mais concretamente um film nerd assumido como Simon Gallagher, do Obsessed with Film, autor deste post simplesmente fantástico.

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I, Body double

Antes de mais, um mea culpa. Já há um bom par de meses que este blog anda a ser  negligenciado de uma forma imperdoável. Não interessa que a sua audiência seja composta maioritariamente por um punhado de tarados à procura de fotos da Ellen Page nua ou da Natalie Portman a ver estrelas com a ajuda de uma mãozinha marota. São os MEUS tarados, porra! E embora tenha noção de que vos deixei mal, gostaria de apresentar uma justificação para que não fique a ideia de que simplesmente me marimbei para isto.

Com a crise a bater-nos à porta com toda a força – e lá se foram os meus planos de estoirar o meu subsídio de Natal num iPad 2 ou em outra coisa qualquer de que realmente não necessito mas quero ter – muitos de nós somos forçados a desencalhar fontes alternativas de rendimento. Isso pode ser conseguido nomeadamente através de um segundo emprego, ou de um part-time. Decidi então dar uso à porrada de horas que passo no ginásio por semana e aos meus inegáveis dotes fálicos e respondi a um anúncio da Starz que procurava um duplo de corpo para um lingrinhas qualquer chamado Mike Edward num episódio de  Spartacus: Blood and Sand. Para a posteridade ficam aqui representados os meus cinco segundos de fama no pequeno ecrã…

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Antes de Snake Plissken, The Thing ou Jack Burton, houve… isto

Não haverá parelha realizador/intérprete pela qual sinta mais carinho do que aquela formada por John Carpenter e Kurt Russell. Juntos, o velho mestre da série B e um dos actores mais cool de sempre deram-nos clássicos como Escape from New York(1981), The Thing (1982) e Big Trouble in Little China (1986), que têm lugar de destaque na minha lista de preferidos. Poucos saberão, no entanto, que a cooperação entre os dois começou num telefilme da HBO chamado Elvis (1979), que saiu quando apenas tinha decorrido um par de anos desde a morte (?) do Rei. Uma obra algo obscura, que merece ainda assim destaque, não apenas por tê-los juntado pela primeira vez, mas também por ter lançado definitivamente a carreira de Russell (nomeado para um Globo de Ouro por este trabalho) e, tratando-se de um biopic, ser um autêntico OVNI na filmografia de Carpenter, um realizador que se especializou sobretudo no thriller, na acção e no terror.

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Com Ossos destes, até eu era cão

Já por mais do que uma vez aqui fiz alusão ao meu fétiche com actrizes de ascendência asiática. O lamentável é que deixei sempre de fora precisamente aquela que no momento mais me enche as medidas. Falo, claro está, de Michaela Conlin, mais conhecida como a Angela Montenegro de Bones. Filha de pai irlandês e mãe chinesa, Michaela tem uma daquelas belezas singulares que primeiro se estranham, e depois se entranham (e muito). E não é apenas a aparência: aquela voz quente e provocante, o sorriso do tamanho do mundo e uma personalidade vincada fazem desta mulher um verdadeiro portento de sensualidade. Numa série mediana propícia ao visionamento de episódios soltos – salvo um ou outro arco narrativo – Michaela seria razão quase suficiente para me tornar aficcionado. Quase.  

 

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The Monday Pages Vol. XVI – The Techno Vixen Ellen

Após um silêncio que durou mais de um mês, o meu regresso às lides deste blogue não poderia ser feito de outro modo que não através da rubrica que mais visitantes traz a este humilde estabelecimento de frases feitas e devaneios de mau gosto – embora os termos “natalie portman + masturbating” se tenham tornado nos últimos tempos uma séria ameaça ao reinado da minha diva de Halifax, Nova Scotia. Resta a esperança de que a já falada cena da violação a Rainn Wilson em Super volte a dar um impulso à pequena Ellen. Se isso não resultar, sempre pode puxar uns cordelinhos para garantir um papel no mínimo tão promíscuo como aquele que deu o primeiro Oscar a Natalie Portman. Melhor ainda, pode participar num filme cheio dessas promiscuidades com a própria Natalie Portman. Isso é que era. Difícil, sim, mas como dizia o outro, deixem-me sonhar!, pá – de forma lúcida se possível.

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Gamer (2009)

A haver actualmente um género em relação ao qual não tenha grande expectativa no que aos títulos que chegam às salas diz respeito, será o do blockbuster de acção. Longe vão os tempos em que vibrava com “exércitos de um só homem” como Schwarzenegger, Stallone ou Van Damme, ou então com os anti-heróis como o John McClane de Bruce Willis e o Snake Plissken de Kurt Russell. Não que a minha apetência intrínseca pelo género se tenha alterado (muito). Acontece que hoje em dia este tipo de filmes se tornou numa espécie de tubo de ensaio para o exibicionismo digital e para trabalhos de câmara onde muitas vezes só em slow motion conseguimos perceber o que se passa. Por outro lado, houve um claro desinvestimento na construção de personagens carismáticas e na elaboração de argumentos que não insultem a inteligência do espectador (mesmo tendo em conta que este à partida não estará à espera de um filme cerebral quando se propõe vê-lo). A falta de qualidade é uma característica comum à esmagadora maioria dos action flicks dos últimos tempos, embora de vez em quando lá tenhamos uma ou outra boa surpresa como Machete em 2010, e mesmo este há que ter em conta que triunfa essencialmente por ser uma declarada homenagem a um género moribundo e não um produto fresco e original. Continuar a ler

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The Monday Pages Vol. XV – The Whip It! Ellen (in her underwear)

Dilema dos dilemas: ver ou não ver Whip It! (estreado esta semana em Portugal mas que saiu nos EUA em… 2009!)? Por um lado, é um filme realizado (e também interpretado) por Drew Barrymore, possivelmente a criaturinha mais irritante que a sarjeta de Hollywood já deitou cá para fora, além de ser basicamente um filme sobre gajas a andar de patins. Por outro, tem Ellen Page, o que por si só já seria um argumento de peso, mas ainda com o bónus de a podermos ver de roupa interior, como o screen cap em cima demonstra. A decisão será o resultado de um duelo hérculeo entre o meu bom gosto cinéfilo e a minha libido. Façam as vossas apostas e… let’s get ready to ruuuuumbleeeeeeeeee!  

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