The Monday Pages Vol. V – The Global Crisis Ellen

 

Segundo os Maias – ou então as mentes criativas por detrás da promoção de 2012 (2009) – o Mundo acabará em Dezembro do próximo ano. Para outros espíritos mais pessimistas, o fim da Humanidade será antecipado para o ano corrente. Não faltam sinais  premonitórios do Apocalipse: milhares de pássaros que caem mortos sem razão aparente, cheias de que não há memória na Austrália e no Brasil, renomados jornalistas portugueses (sic) que aparecem castrados e de olhos vazados em quartos de hotel da Big Apple, etc. etc. Eu acrescentaria ainda os efeitos desta maldita crise global, que somados aos  da outra crise que já grassa em Portugal pelo menos desde os tempos d’ o país está de tanga, tornam a sobrevivência no nosso pequeno sub-rectângulo ibérico particularmente difícil. É o aumento da taxa normal do IVA em 2%, é a redução dos salários, é a gasolina mais cara da Europa, é o tabaco quase a 4 euros, é os 50 euros (correcção: são 100!) para levar uma injecção antes de viajar para um país tropical… Podia continuar a lista, mas seria um mero exercício de masoquismo para mim e para qualquer português que sente todos os dias a carteira ficar mais leve.

Informada acerca das precárias condições em que o outrora valente e pioneiro povo português (sobre)vive, e também consciente da base de fãs  que possui no país – especialmente um tarado qualquer que todas as semanas lhe dedica um post num obscuro blogue sem pés nem cabeça – Ellen Page decidiu mostrar-se solidária para com a situação e fez um voto de pobreza. Dentro da sua linda cabecinha existe a convicção de que por cada centena de dólares que poupar em gastos supérfluos, estará a ajudar um português a pagar a renda da casa, a escola dos putos e o ocasional maço de cigarros ao fim-de-semana. Uma das primeiras medidas que tomou foi a de passar a usar impreterivelmente os transportes públicos em vez de se deslocar em viatura própria, contribuindo assim também para a preservação do meio ambiente. Outra, mais radical, foi a de abdicar da roupa e cobrir-se apenas com a cortina do chuveiro lá de casa. Para o provar, enviou-me esta foto sua no autocarro enquanto regressava a casa depois de ter jantado na sopa dos pobres.

Obrigado, Ellen. És uma santa…

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Agora a sério, a foto é de uma cena de The Tracey Fragments (2007), um dos objectos de cinema mais bizarros e peculiares libertados ao público nos últimos anos. Aconselha-se o visionamento sob o efeito de estupefacientes para melhor fruição.🙂

 

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