Dexter (5ª Temporada): primeiro balanço

 

       

 

 

 

 

Já aqui expressei  as elevadas expectativas que tinha acerca da 5ª temporada de Dexter. Agora, após ter visto o 5º episódio da mesma, parece-me uma boa altura para fazer um primeiro balanço do que pudemos assistir até aqui, até porque tendo em conta a duração das temporadas anteriores esta irá sensivelmente a meio. Para ser sincero, estou um tanto desiludido…

Para começar, comprova-se que a morte de Rita Morgan foi um cliffhanger inócuo, um mero artifício cujo objectivo foi o de “libertar” Dexter do constante exercício de malabarismo que era equilibrar a sua vida de chefe de família com a profissional e a de serial killer. Os argumentistas não se limitaram a livrar-se de Rita, mas também de Astor e Cody, desterrados para casa dos avós paternos. Arranje-se uma babysitter irlandesa para o pequeno  Harrison e voilá, temos de volta o bom velho Dex solitário da primeira temporada. Até o luto por Rita e o sentimento de culpa que supostamente seria transversal a toda a temporada tem sido apenas episódico, aliviado quase na totalidade pelo bárbaro esquartejamento de um pacóvio anónimo na casa de banho de uma estação de serviço, às mãos do nosso herói.

Na verdade, a série parece ter dificuldade em arrancar em definitivo, ainda sem saber concretamente o rumo a tomar. Não se percebe de que realmente trata a temporada, e a isso também ajuda a inexistência de um antagonista carismático para Dexter. A 1ª temporada tinha Brian Moser, a 2ª Lila Tournay, a 3ª Miguel Prado, a 4ª Arthur Mitchell…  Nesta, não temos nenhum que se veja, pelo menos até ao momento. Sim, houve Boyd, mas o melhor que este profissional da recolha de animais mortos nos deu até à sua rápida presença na mesa de Dexter foi um momento engraçado de gato e do rato com Dex num hospital.

Talvez para dar essa desejada consistência ao enredo tenha sido introduzida a personagem de Lumen, interpretada por Julia Stiles, que coloca Dexter entre o dilema de a ajudar a encontrar os tipos que abusaram dela e matá-los, ou de a impedir de prosseguir essa demanda, prevenindo assim que esta dê o último e definitivo passo para a perdição. Interessante, mas não propriamente Dexter vintage. Aliás, arrisco mesmo que Lumen acabará morta, na mesa de Dexter ou por outro meio qualquer: até agora todos aqueles que descobriram a existência do Dark Passenger de Dexter acabaram mortos às mãos deste (os antagonistas referidos acima) ou explodiram em bocadinhos (James Doakes). Será assim tão previsível?

Por fim, outros pequenos pormenores que deixam a desejar, como facto de os serial killers perseguidos pela Miami Metro PD serem “apenas” dois irmãos venezuelanos fãs do novo filme do Danny Trejo (que é feito da sofisticação de Brian Moser ou Arthur Mitchell?), a previsível relação de Debra com Quinn, as inseguranças de Batista… Que raio, até o Masuka tem debitado menos pérolas hardcore do que nos vinha habituando! (excepto uma muito boa acerca do polimento da lança do Batista, mas até foi involuntária)

Com seis ou sete episódios ainda pela frente,  poderemos ainda assistir a um volte-face que no final da temporada nos deixe a salivar pela próxima, mas terá de ser daqueles mesmo valentes. Haja esperança. O Dex safa-se sempre, não é…?

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Uma resposta a Dexter (5ª Temporada): primeiro balanço

  1. Hello this post is very interesting. I’ll use it for my project🙂. Can you say to me some related articles that I can read too?

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