Conan the Barbarian (1982)

O cinema é definitivamente uma das minhas grandes paixões. Apesar do tempo disponível ser escasso, faço questão de me deslocar pelo menos uma vez por semana a uma sala de cinema de modo a ver um filme acabadinho de sair, embora confesse preferir o conforto do lar e ver um bom DvD ou um dos inúmeros filmes que gravo sempre que posso para ver depois. A minha lista de filmes predilectos é extensa, mas se me perguntassem que escolhesse um – e só um – filme que adorasse e me tivesse marcado de forma incontestável, um filme que fosse capaz de rever vezes e vezes sem conta sem nunca me cansar, e embora ficasse melhor responder com um título consensual e de grande valor artístico (um Citizen Kane ou um The Shining, por exemplo), a minha resposta seria imediatamente Conan the Barbarian, de John Milius, protagonizado pelo actual governador do estado da Califórnia.
O prazer que me proporciona o seu visionamento já vem desde a infância, o que é extremamente raro, já que hoje em dia abomino quase todos os filmes que devorava na minha meninice. Poderia enaltecer várias das suas características que me seduzem – o carisma de Schwarzenegger (no melhor papel da sua carreira, mesmo apesar de Terminator), o argumento de Milius e Oliver Stone, a perfídia de James Earl Jones como Thulsa Doom, a beleza de Sandhal Bergman, a voz estridente de Mako, a violência e a crueza – mas, apesar de tudo isto, o que realmente eleva a obra ao estatuto de objecto de culto é a fenomenal banda sonora do falecido compositor grego Basil Poledouris, para mim a melhor de sempre. Os diálogos são raros e curtos, pois é a música que realmente funciona como força motriz de Conan, como se de um musical ou mesmo de uma gigantesca ópera se tratasse. O início é avassalador com a introdução de Mako seguida de Anvil of Crom (a faixa mais conhecida e mais samplada), a entrada de Arnie faz-se durante o clímax de Wheel of Pain, a noite de amor de Conan e Valeria tem Whifeing como fundo, a demanda de Conan por Doom é relatada por The Leaving/The Search, a morte do vilão introduz o triste arpeggio de Orphans of Doom… e depois há ainda  Recovery, porventura a enquadrar o momento mais belo do filme, com Valeria a trocar a sua vida pela do seu amado e este a manejar a sua espada no deserto com o vento forte a agitar-lhe o cabelo, e a sublime Battle of the Mounds, a minha favorita, a mais épica batalha da história do cinema, where two stood against many, inspirada em Fortuna de Carl Orff. A preparação para a batalha, a breve aparição do feiticeiro, a tensão latente no momento em que Doom e os seus homens se vislumbram no horizonte, a oração de Conan ao seu deus Crom e por fim a batalha em si, tudo é magistralmente suportado pela música de Poledouris.
Como disse, este não é um dos filmes mais referenciáveis que andam por aí, mas toda a gente tem o seu guilty pleasure e este é certamente o meu🙂 .

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